30/04/2013

Unicamp lança ferramenta de educação, o Portal e-Unicamp



A Unicamp lançou nesta segunda-feira (29) uma nova ferramenta educacional. Trata-se do Portal e-Unicamp, que já está operando experimentalmente em seu endereço. O novo portal foi criado pelo Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), em conjunto com as Pró-Reitorias de Graduação e de Pós-Graduação da instituição. A ideia é estimular o uso de tecnologias na área de educação e incentivar o relacionamento entre docentes, alunos e a comunidade em geral. Com isso, o Portal e-Unicamp se presta ao compartilhamento de novos conhecimentos seja por meio de vídeos, animações, simulações, ilustrações ou seja por meio de aulas de diversas disciplinas, criadas por professores da Universidade.
Paralelamente ao Portal, o usuário pode empregar o ToolDo, um software livre (open source) que permite desenvolver conteúdo multimídia, organizado em aulas, tópicos e páginas. Suas funcionalidades são acessadas via Internet, e o usuário não precisa instalar software específico para isso.
O ToolDo administra as etapas de editoração antes mesmo da publicação. Sua comunidade está no site, onde estão disponíveis fóruns de discussão. A ferramenta pode ser baixada gratuitamente, valendo aí uma ressalva: o GGTE não oferece suporte ao ToolDo. Deste modo, colaborações, dúvidas ou problemas quanto ao seu uso devem ser compartilhados nesta comunidade. Outra coisa: o manual do usuário - requisitos do sistema para instalação e uso da ferramenta - está disponível no menu "downloads" deste site.

29/4/2013 - Da Redação Unicamp

Dia do Trabalho


Instrutor da Aehda ministra oficina na II Semana de Comunicação Visual do Centro Paula Souza

O instrutor de Design Gráfico da Aehda Milton Buzon foi o responsável pela oficina de caricatura voltada aos alunos da Escola Técnica Estadual Deputado Salim Sedeh - Centro Paula Souza, Leme, SP, na II Semana de Comunicação Visual, ocorrida de 22 a 26 de abril deste ano.

Os alunos contaram com técnicas e práticas diversas com profissionais renomados nas áreas de Toy Art, Ilustração Digital, Silk Screen, Stop Mottion, Kirigami, Gravuras, Fotografia em Cianótipo, Pintura Corporal e Fotografia e Caricatura.

Segundo o designer e artista plástico Buzon,  houve total envolvimento dos alunos, com resultados surpreendentes. "A semana foi bastante movimentada e coloca todos em sintonia com as novas práticas, com as tendências e oportunidades no mercado de trabalho",afirma.


Comunicação Visual

O Técnico em Comunicação Visual é o profissional que projeta e executa projetos de comunicação visual de diferentes gêneros e formatos gráficos para peças publicitárias como livros, portais, painéis, folderes, jornais. Desenvolve e emprega elementos criativos e estéticos de comunicação visual gráfica. Cria ilustrações; aplica tipografias; desenvolve elementos de identidade visual; aplica e implementa sinalizações. Analisa, interpreta e propõe a produção da identidade visual de peças. Controla, organiza e armazena materiais físicos e digitais da produção gráfica.

  • Eixo Tecnológico: Produção Cultural e Design;
  • Mercado de trabalho: agências de publicidade, editoras, bureau gráficos; escritórios de design; gráficas.

    Aluno concluindo caricatura
  • Professor Milton ensinando técnicas
Alunos exibem seus trabalhos da Oficina

Aehda atuará em projeto Técnico Social da concessionária Elektro no ciclo 2013

Na semana passada, (24/4), a Aehda obteve a informação oficial de que foi a vencedora na licitação anual que a Elektro S/A, concessionária de energia elétrica, promove visando identificar parceiros para atuar junto a comunidades de baixa renda no seu projeto denominado Energia Comunitária Elektro: Por uma Comunidade Melhor.

O objetivo deste projeto, no ciclo 2013,  é resgatar a cidadania de 42.300 famílias moradoras na áreas de concessão da Elektro,  por meio do programa de eficiência energética da Aneel. A Aehda será responsável pela organização dos eventos comunitários, cursos de geração de renda, melhorias no entorno do projeto e principalmente pelo cadastramento social das unidades consumidoras que têm direito aos benefícios do programa.

Acesse o link e conheça mais sobre a atuação da Aehda neste projeto. (clique aqui)

Energia Comunitária Elektro


O Energia Comunitária Elektro estimula a economia de energia em locais de baixa renda, além de promover melhorias diretas nas comunidades em que atua. O projeto promove reformas em instalações elétricas, substituição de refrigeradores antigos ineficientes por eletrodomésticos novos, doação e substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas, reformas em espaços públicos de educação, esportes, lazer e recreação, instalações de placas de identificação de ruas, cursos básicos de eletricidade residencial, encanador, artesanato, computação, entre outros, visando à capacitação profissional dos moradores.

Cidades nas quais a Aehda atuou junto a Elektro no desenvolvimento
comunitário de famílias de baixa renda desde 2007

Aehda participa do "Girls in ICT Day 2013"


Promovido pela Cisco System, o "Girls in ICT Day" aconteceu em25 de abril de 2013. Trata-se de uma iniciativa da União Internacional de Telecomunicações e seu objetivo é convidar adolescentes para um dia diferente nos escritórios de uma empresa Cisco, para que  possam entender melhor o setor de tecnologia e comunicações, bem como as oportunidades que essa área pode gerar para elas no futuro. No Brasil, participaram os escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro, que receberam 40 adolescentes, alunas e ex-alunas do programa Cisco Networking Academy das  academias Cisco: IFRJ, Casa Rio Digital, Nave do Conhecimento, Projeto Jovem Tec, Associação Comunitária Despertar, Aehda e CIEE.
No total, 80 escritórios da Cisco de diferentes países participaram do Girls Day este ano.


Luis Rego, Diretor da Cisco, dá boas vindas aos participantes
Ricardo Santos, gerente da Cisco para Educação vertical,
fala sobre a educação no século XXI.

Aehda apresenta projeto em Superintendência da CEF



Na última sexta, 26/4, a Aehda apresentou suas práticas a um público de especialistas técnicos sociais de várias cidades da região, em encontro promovido pela Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, em Piracicaba.

Com o auditório repleto de profissionais de ONGs, Prefeituras e Concessionárias de Água e Esgoto, a área da Gerência de Desenvolvimento Urbano e Rural da CEF aproveitou o evento para ressaltar o entendimento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, com a qual tem pacto desde 2006.

A Aehda, que também tem contrato com o Pnud/ONU na colaboração das metas dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, assinado em 2001, foi convidada a apresentar sua história, sua organização e o projeto que mantém em parceria com a CEF desde 2011, conquistada por meio de seleção pública, onde prepara adolescentes para o mercado de trabalho com enfase nas práticas de Design Gráfico. (saiba mais)

Representaram a Aehda os coordenadores Edson Baptista (Qualidade e Cursos Específicos), Luciana Franciozo (Administração) e Mário Joanoni (Projetos e Comunicação).

18/04/2013

Canal do Ensino: 115 vídeo aulas gratuitas de Língua Portuguesa

O Canal do Ensino é um Portal que está no ar desde janeiro de 2012. O portal é focado em compartilhar notícias sobre educação e ensino. Além disso, estão disponíveis no portal, livros de domínio público, cursos gratuitos, vídeo aulas, bolsas de estudo, dicas de concursos, dicas para estudantes  e professores, bem como conteúdo sobre tecnologia educacional, mídias e redes sociais na educação. No link abaixo, uma relação de 115 vídeos sobre Língua Portuguesa, disciplina fundamental para Enem, Vestibular, Concursos Públicos e vagas de empregos, e, base para comunicação, leitura, escrita e entendimento dos códigos e signos do país em que se vive.

http://canaldoensino.com.br/blog/115-video-aulas-gratuitas-de-lingua-portuguesa

17/04/2013

Núcleo Gestor do projeto Rosa dos Ventos avalia resultados

Aconteceu na manhã de 17/4, nas dependências da AEHDA, a primeira Reunião do Núcleo Gestor do Projeto Rosa dos Ventos: Caminhos do Futuro. O encontro acontece várias vezes ao ano e tem como foco o contato entre a entidade proponente, os parceiros e apoiadores institucionais, com intensa troca de informações, análise dos progressos e resultados alcançados e propostas de melhoria e inovação.
Na ocasião, foram apresentados os resultados dos primeiros meses de projeto e quais tipos de problemas sociais o seu escopo pretende resolver, com a metodologia de capacitação e inclusão ao mercado de trabalho.
Ao término da reunião,  o novo gerente geral da agência Araras do Banco do Brasil , Augusto Costa de Oliveira Neto, conheceu as dependências da Aehda. "A entidade está de parabéns pelos projetos que vem realizando e ressalto sua importância como iniciativa para a transformação social", afirmou o representante do Banco do Brasil.

Participaram, da esquerda para direita, Jorge Gonzaga (Gerente Aehda), Iara Granado (Comdicar), Diógenes Pagliari e Augusto Costa (Gerentes do Banco do Brasil), Adilter Zaparolli (Conselheiro Aehda), Benedito Dalla Costa (Núcleo Gestor), Flordemir Bautista (CMAS), Fernando Leite (Presidente Aehda), Marilda Bissoli (Coordenadora Serviço Social Aehda), Edson Baptista (Coordenador Aehda), Arnaldo Bernardes (Conselheiro Aehda), Naiara dos Santos (Serviço Social Aehda) e Nedina Leite (Instrutora de Musicalização Aehda).

Senado torna crime venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos


Brasília – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje (17) projeto de lei que criminaliza a venda, fornecimento (inclusive gratuito), servir ou entregar bebida alcoólica a menores de 18 anos de idade. Apreciada em turno suplementar – segunda votação – a matéria segue para avaliação da Câmara dos Deputados.
A proposta aprovada na comissão, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), excluiu dispositivo da Lei de Contravenção Penal, datada da década de 40, que pune de forma mais branda a venda de bebida às crianças e adolescentes. O relator Benedito de Lira (PP-AL) destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) "já considera implicitamente" esse comércio como crime, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem determinado, com frequência, as punições com base na Lei de Contravenção Penal, que é a legislação em vigor.
"O senador Humberto Costa, no seu projeto de lei, diz que a iniciativa irá resolver controvérsia jurídica acerca de qual procedimento aplicar nos casos de venda de bebida alcoólica a criança ou adolescente: se o ato deve ser tratado como contravenção ou como crime", frisou o relator.
Os senadores estabeleceram que os vendedores ou fornecedores de bebida alcoólica processados e condenados pela Justiça deverão cumprir pena de dois a quatro anos de detenção. O projeto prevê multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil aos estabelecimentos comerciais punidos e estes ficarão interditados até a efetivação do pagamento.


17/04/2013 - 14h36
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

12/04/2013

AEHDA vai formar equipe de Voluntários


A Aehda está ampliando seu time de voluntários que atuará em entrevistas junto às famílias dos adolescentes beneficiários da entidade. Os interessados devem inscrever-se pelo telefone 3541.7311 ou pelo e-mail contato@aehda.org.br.
A entidade treina os voluntários e monitora suas atividades por meio de seus técnicos de pedagogia e de serviço social, e os resultados do trabalho apoiam positivamente o desempenho do programa de capacitação e inclusão social, ampliando o entendimento sobre as questões que envolvem a formação do adolescente, seus estímulos de crescimento e de superação, bem como as condições que o impedem de avançar rumo a um futuro mais promissor.
É desejável que os candidatos disponham de pelo menos quatro horas livres por semana, além de possuírem Carteira de Habilitação, para descolocamento com carros da Aehda, até as residências dos participantes da pesquisa.

Voluntários e colaboradores da Aehda em reunião de avaliação de resultados no projeto Família. Laços, novas realidades e conhecimento são apreendidos no exercício saudável do voluntariado.


09/04/2013

Reencontro com a história da Aehda




Na manhã ensolarada de sábado, 6/3, um visitante especial era esperado pelo atual presidente da Aehda Fernando Fernandes Alvares Leite. Tratava-se da vinda de Nivaldo Reges Lapa da Silva, mais conhecido como Capitão Lapa. O que os dois têm em comum? Ambos, presidentes voluntários, idealistas e incansáveis realizadores sociais, separados apenas por uma década na história da entidade. Fernando, um dos responsáveis pela reestruturação e modernização da Aehda na época contemporânea. Nivaldo, um dedicado instrutor e, depois, presidente,  a plantar alicerces logo nos primeiros anos de história da organização, então denominada e constituída como corporação no formato de Guarda Mirim.

O encontro foi uma solicitação do filho mais velho do Capitão Lapa, Wagner Regis, que dispõe de farto material iconográfico sobre fatos da entidade na década de 1970. Queria reavivar a contribuição na memória de seu pai que, hoje, militar da reserva do Exército, com 74 anos, dedica-se exclusivamente à família e aos trabalhos religiosos que participa, buscando também organizar e catalogar as informações que guarda de outras épocas na vida militar e na ação social voluntária. Ao mesmo tempo, a visita seria uma forma de homenagear suas conquistas frente à Guarda Mirim quando sob sua gestão.

Casado com Aida de Almeida Silva, é pai, além de Wagner, nascido na capital, de Wendel e Wolnei, nascidos e criados em Araras, cidade que adotou como definitiva após transferir-se de Santos, SP, no final da década de 1960. De comportamento sóbrio, simples e pouco afeito aos holofotes, o "Capitão Lapa" nos contou um pouco sobre sua passagem pela entidade:

Aehda - Como o Sr. veio a contribuir com os trabalhos da então Guarda Mirim?

Capitão Lapa - Tudo começou quando cheguei em Araras para servir ao Exército como instrutor de Tiro de Guerra, em 1970, e foi paixão à primeira vista. As calçadas das praças da cidade me lembraram as de minha cidade natal, Santos. Contratei uma charrete e resolvi conhecer as belezas da cidade. Gostei do que vi e resolvi adotá-la como minha nova cidade, de onde nunca mais saí. Na ocasião, um conterrâneo de Santos, e um dos fundadores da Aehda, Capitão Odair Monteiro dos Santos, me visitou na sede do Tiro de Guerra e vendo minha habilidade com os jovens atiradores, fez-me um convite para ser instrutor dos menores que frequentavam a então Guarda Mirim. (Nota do entrevistador - à época, os educandos passavam por treinamentos considerados paramilitares, com exercícios físicos, ordem unida, teoria sobre valores cívicos, fanfarra, instruções de hierarquia e outros conteúdos típicos aos treinamentos militares, visando ocupar o tempo do menor de famílias de baixa renda preparando-o para o primeiro emprego e para a vida em sociedade).

Aehda - Quanto tempo o Sr. esteve como voluntário na Guarda Mirim?


Capitão Lapa - Eu estive como instrutor por quase cinco anos, desde 1970, mas na verdade era um administrador geral, tanto que em 1972 fui recomendado para ser presidente da entidade, onde permaneci por dois anos, conforme limite do estatuto à época. O trabalho social que aprendi a desenvolver aqui acabou me fazendo ficar por 13 anos como instrutor no Tiro de Guerra local, uma vez que o tempo máximo de permanência de um militar em cada cidade era de sete anos. Isso me fez somar, na profissão militar, o treinamento de 26 turmas, nas quais passaram por nossos cuidados mais de 2600 soldados.

Aehda - Quais eram os principais desafios em sua época?

Capitão Lapa - Nós tínhamos estrutura bastante modesta e batalhávamos por uma sede maior e por mais recursos públicos para a formação dos jovens sob nossa responsabilidade. Não tínhamos corpo de profissionais e as funções sobrecarregavam os dirigentes voluntários. Fiz várias investidas para obter maior apoio do poder público, que nem sempre se configuraram em realidade. Mas sempre fizemos o máximo que podíamos para formar bem aqueles jovens que o município colocara sob nossa confiança. Posso afirmar que demos nossa contribuição para que a grande maioria deles se tornasse cidadãos de bem, dos quais muitos ascenderam socialmente e se mostram gratos até hoje, décadas depois.

Aehda - Que  memória o Sr. traz desses tempos?

Capitão Lapa - Eu era muito entusiasmado com o que fazíamos. Um interessante trabalho de valor social foi tirar os menores das praças que não iam às escolas e viviam sujos com suas caixas de engraxate e acolhê-los em nosso ambiente, onde passaram a receber instruções, uniformes e equipamentos para exercer a função que tinham para ajudar a família. Para ter direito aos kits padronizados de engraxate que conseguimos em parceria com empresas, prefeitura e aos uniformes que reformávamos das sobras do Exército, esses menores tinham de continuar estudando, de manhã ou de tarde. Os pais acabavam apoiando por entender que essa era a melhor coisa a fazer pelo futuro deles. Também prestávamos um tipo de serviço turístico aos visitantes de outras cidades. Instalado logo na praça principal da cidade, havia um Posto de Informações, com Guardas Mirins bem treinados, comunicativos, que distribuíam panfletos com endereços de consultórios médicos, tecelagens, comércios, farmácias, etc., e indicavam o endereço procurado em um grande mapa da cidade. Nós recebíamos sempre menções honrosas quando participávamos de eventos em outras cidades, pela disciplina, organização e educação que nossas turmas demonstravam. Marcávamos presença nos desfiles públicos com nossa fanfarra, enfim, fazíamos o que era possível para a época.

Aehda - E ao conhecer a entidade hoje, que paralelo o Sr. pode traçar?

Capitão Lapa - Eu nunca imaginei que a Guarda Mirim poderia se tornar algo tão grande. Nosso sonho era adequado ao que podíamos fazer na época. Vejo que a entidade está bem administrada, preparada para fazer diferença a esses jovens que precisam dela. É um orgulho voltar aqui e saber que ela cumpre um papel importante para Araras.

Interrompido pelo alarme do celular, que acionara para estabelecer o limite que poderia permanecer na entidade, como recomenda a boa disciplina militar, se apressa com as últimas palavras, dizendo que voltará em breve, que quer rever o fundador Capitão Odair, conhecer as outras sedes e sente-se agradecido pela oportunidade da visita. Na verdade, a Aehda que se sente honrada com esse reencontro histórico e pela atitude de êxito de seus precursores que lançaram bases firmes para o futuro. 

By Mário Joanoni

Capitão Lapa (Ex-Presidente), Fernando Leite (atual Presidente) e
Marilda Modesto (Assistente Social)

Jovens receberam visita do Ex-Presidente durante Oficina de Desenvolvimento Humano
Na foto, da esquerda para a direita, Fernando, Capitão e Wagner Regis.

08/04/2013

Cisco congratula Aehda por um ano de parceria

A Aehda recebeu, em março deste ano, um certificado de congratulações da Cisco Networking Academy ao completar um ano de parceria, considerando a efetividade e excelência na aplicação dos conceitos disseminados pela multinacional. O foco da parceria é a formação de profissionais habilitados a atuar, num nível básico, com hardware, redes e sistemas, no mercado de Tecnologia de Informação que encontra-se com demanda crescente e baixa oferta de profissionais. Uma vez concluído o conteúdo disponibilizado pela Cisco, no qual os instrutores da Aehda são capacitados, o aluno poderá continuar sua carreira em cursos técnicos ou de nível superior.Saiba mais sobre a parceria. Clique aqui!




Déficit de profissionais de tecnologia se aprofunda no País

Apenas na área de redes e conectividade, número de vagas não preenchidas deve triplicar até 2015

NAYARA FRAGA - O Estado de S.Paulo, 14 de março de 2013.

Giuseppe Marrara alerta para necessidade de profissionais
(foto: Jornal O Estado de São Paulo)
As vagas de emprego para profissionais de tecnologia da informação e comunicação (área conhecida pela sigla TIC) estarão sobrando, em centenas de milhares, daqui a dois anos. Especialmente no campo de redes e conectividade, o número de cadeiras vazias triplicará, segundo estudo da consultoria IDC encomendado pela Cisco. As 39,9 mil posições não preenchidas em 2011 subirão para 117,2 mil em 2015. Isso significa que a demanda por trabalhadores excederá em 32% a oferta.

O resultado da pesquisa reforça um cenário preocupante no País, a um ano da Copa do Mundo e a três da Olimpíada: a falta de mão de obra qualificada no mercado das TICs. O Brasil é o segundo país da América Latina que mais enfrenta dificuldade para contratar profissionais nesse setor, apenas atrás do México, diz Giuseppe Marrara, diretor de relações governamentais da Cisco do Brasil. "Formar gente o suficiente (nas universidades e escolas técnicas) é muito difícil."

Segundo o executivo, apenas para a área de redes, o País tem cerca de 22 mil novos formandos a cada ano, enquanto a demanda é por 40 mil. Essa disparidade acaba provocando as distorções típicas do segmento da tecnologia, em que profissionais em início de carreira recebem salários equivalentes, na teoria, a posições seniores. Há casos em que um gestor de segurança chega a receber mais de R$ 20 mil.

Segurança da informação é uma das áreas mais importantes e difíceis de serem preenchidas. Segundo a empresa PromonLogicalis, integradora de soluções de TICs, a situação piora ainda mais quando se busca profissionais fora do eixo Rio-São Paulo. Uma das saídas que a companhia encontrou para driblar essa carência de trabalhadores capacitados foi investir na educação de profissionais de nível júnior, pagando parte de cursos em universidades. É uma forma de prepará-los para assumir posições mais desafiadoras.

Lucas Pinz, funcionário da PromonLogicalis, entrou na empresa aos 18 anos de idade, com pouco conhecimento do mercado. Hoje, aos 31, é gerente de tecnologia e tem a responsabilidade de desenvolver soluções complexas. "Vejo que os estudantes saem das universidades com pouco conhecimento prático do setor", diz. As razões, para Pinz, estão na grade curricular defasada nas universidades e na falta de diálogo entre as empresas e as universidades.

Educação. A reversão da falta de mão de obra poderá ocorrer, para muitos analistas do mercado, quando houver incentivos para que crianças sejam apresentadas ao mundo da tecnologia ainda nas escolas - e, assim, desenvolvam interesse por alguma das áreas do conhecimento que, por exemplo, podem ser úteis para o campo de rede e conectividade (engenharia elétrica, engenharia de telecomunicações, ciência da computação, entre outras).

O governo brasileiro tem um programa para levar computadores para escolas, incluindo tablets. Mas a familiaridade com esse tipo de equipamento não estimula necessariamente o aprendizado que poderia, no futuro, contribuir para amenizar a escassez de mão de obra em TI. O Brasil ficou em 57.º lugar em matemática entre 65 economias do mundo, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) feito em 2009. Matemática é um conhecimento necessário para o aprendizado da programação de softwares.