18/08/2017

Jovens podem cair em 'limbo irreversível' no Brasil, diz economista.

No momento em que deveria aproveitar suas últimas décadas de população predominantemente jovem e preparar-se para os desafios tecnológicos e sociais do século XXI, o Brasil está exterminando sua juventude em uma velocidade assustadora - negros, em especial, são as principais vítimas. Para os jovens brasileiros, é cada vez maior o risco de que o futuro esteja fadado a um quadro irreversível de "limbo": trabalho informal, pobreza e sem repertório para mudar a realidade. O alerta é do economista Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco. "Nós já perdemos o bônus demográfico, temos um padrão de desigualdade gigantesco, o mundo está avançando em velocidade muito alta. A projeção para a juventude em 2030, 2050 pode ser uma posição de limbo", prevê.

Formado em economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde também lecionou, Henriques tem vasta experiência na gestão pública: ex-pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), coordenou a criação do programa Bolsa Família, em 2003, como secretário Executivo do Ministério de Assistência e Promoção Social, e desenvolveu o programa UPP Social, em 2010, como secretário no Rio de Janeiro. "O fato mais importante hoje, do ponto de vista econômico, é você estar fechando o horizonte de empregabilidade da juventude", afirma o economista, que critica a ausência de políticas para os jovens, além do fato de que o país não se preparou para protegê-los dos efeitos da recessão.

Henriques diz que a saída para os problemas do país passa por elevar o status da política social, reconhecendo-a tão importante quanto a política econômica. "Inclusive a elite econômica, a elite do poder, não reconhece o valor da educação. É a visão da política social como acessória".

Português nacionalizado brasileiro, ele diz que o Brasil naturalizou a relação com a desigualdade social - desenhada na história do país desde os tempos da escravidão - e por isso reage muito pouco mesmo diante de claros sintomas de "doença civilizatória", diz Henriques, como o assassinato massivo de negros e gays. Entre 2005 e 2015, o Brasil teve 318 mil jovens assassinados e em cada 100, 71 são negros, segundo dados do Atlas da Violência. "A sociedade brasileira está se recusando a ver que está fazendo um movimento absolutamente enlouquecido", diz. "Parece inevitável que, em um momento de crise, os pobres vão sofrer", afirma. "Deveríamos dar atenção dobrada aos grupos mais vulneráveis. A seguir os principais trechos da entrevista:

Brasil tem 2,5 milhões fora da escola; trabalho é principal razão para abandono

Em todo o mundo, existem cerca de 264 milhões de crianças e jovens fora da escola, de acordo com os dados do Instituto de Estatísticas da Unesco. No Brasil, que universalizou o acesso ao ensino básico há quase duas décadas, são 2,5 milhões. Por aqui, o problema não é a falta de escolas, mas situações que rondam a sala de aula; como na maioria dos países da América Latina, a pobreza é a principal causa para a evasão.

Uma tese de doutorado da pesquisadora Vanessa Petró, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), identificou que 24% dos deixaram a escola porque precisavam trabalhar, 11% não tinham tempo de se dedicar aos estudos e 10% deles não gostavam de estudar. A gravidez precoce e o uso de drogas foram outras razões citadas.

Os dados da organização Todos Pela Educação confirmam que a desistência se concentra nos anos do Ensino Médio. Na população de 6 a 14 anos de idade, 98,5% estão na escola. Dos 15 aos 17, o índice cai para 82,6%. Especialistas acreditam que não há políticas públicas que tentem reduzir o abandono escolar de forma adequada. “O sistema escolar que não é atraente e que crê na reprovação como processo educativo provoca abandono”, afirma Ricardo Falzetta, gerente de conteúdo do Todos Pela Educação.

07/08/2017

Aehda participates on global voluntary initiative promoted by IBM

Volunteer Francisco Leite explains about diversity
Through its Institutional Relations Director, Francisco Álvares Leite Júnior, who is also volunteer at Aehda and part of the global volunteerism of former IBM professionals, Aehda joined @ibmvolunteers campaign during the called "Teaching Respect" Global Volunteer Initiative started after studies indicating that young people dealing with high levels of harassment and bullying have lower educational performance.

The methodology suggested by IBM added to the treatment of cross-cutting themes of Human Development that Aehda provides to all its participants, in order to reduce the barriers of social, educational, gender and ethnic inequality.

To conclude the first cycle of the campaign in the entity, held together with a class of 14 apprentices, between 15 and 18 years old, the volunteer Francisco, together with the social educators Adriana Pellegrino and Elaine Reis, promoted an afternoon of chat with active participation of young people. The covered topics were Social Inclusion of carriers of  Special Care, Homosexuality, Bullyng, Gender Equality and Respect for Diversity.

According to volunteer Francisco, these activities better prepare young people to overcome their barriers, limits, prejudices and enter into social life with a more supportive and respectful view of what is different. "It was a great opportunity, a real teamwork, and an important IBM initiative."

The content will be applied in the other classes from the third quarter of 2017. Approximately 400 young people will participate.

Teens like IBM initiative

04/08/2017

Aumenta uso de eletrônicos nas atividades escolares

Uma pesquisa feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que 52% dos alunos de escolas com turmas de 5º e do 9º anos do ensino fundamental e do 2º ano do ensino médio, localizadas em áreas urbanas, usaram telefones celulares em atividades escolares no ano passado. Entre os estudantes do ensino médio, o percentual atingiu 74%. Segundo a pesquisa TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) Educação 20016, 95% das escolas públicas têm ao menos um tipo de computador conectado à Internet. Entretanto, 45% dessas unidades ainda não ultrapassaram 4Mbps de velocidade de conexão à Internet e 33% têm velocidade de até 2Mbps.

A pesquisa, feita por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) mostrou também que os laboratórios de informática estão presentes em 81% das escolas públicas, mas, em apenas 59%, esse espaço encontrava-se em uso em 2016, segundo os diretores. Além disso, somente 31% dos professores de escolas públicas afirmaram usar computadores no laboratório para desenvolvimento de atividades com os alunos.

02/08/2017

Parcerias solidárias e éticas transformam vidas

No segundo semestre de 2017, iniciaram-se as oficinas com as novas turmas de adolescentes e jovens que participam dos projetos da Aehda. Elas reforçam o conceito de que somente parcerias sólidas conseguem formar a rede de interação social, de conhecimento e de oportunidades de crescimento ao público-alvo e seus familiares. Conheça as principais organizações participantes do projeto Aehda neste ano e o que fazem pelos jovens:

Senac Rio Claro - Com parceria firmada com a Aehda desde 2011, capacita jovens e os prepara para o mundo do trabalho com sua grade de cursos voltados ao Terceiro Setor. Neste ano, vem ministrando a oficina de Auxiliar Administrativo, que inclui noções administrativas, de marketing e comércio e secretariado dentre outras.

01/08/2017

Aehda participa de iniciativa voluntária global promovida pela IBM


Voluntário Francisco aborda assuntos sobre diversidade
Por meio de seu Diretor de Relações Institucionais Francisco Álvares Leite Júnior, que além de voluntário na Aehda também faz parte do voluntariado global de ex-profissionais da Organização IBM, a Aehda ingressou na campanha @ibmvolunteers durante a Iniciativa Voluntária Global "Teaching Respect"https://www.ibm.com/ibm/responsibility/initiatives/activitykits/teaching/,que surgiu após estudos indicarem que jovens que lidam com altos níveis de assédio e bullying têm uma performance educacional inferior.